maio 01, 2005
Clarice Lispector
Eu não sei resumir minha filosofia de vida em palavras.
Vida é o desejo de continuar vivendo e viva é aquela coisa que vai morrer. A vida serve é para se morrer dela.
A extrema felicidade se parece tanto com a infelicidade. Ambas são dramáticas. Ambas são vida.
Minha salvação está no segredo. E tudo que eu falo é para dizer nada. No meu núcleo secreto eu respiro. E minha respiração é só o que tenho! Calo-me. Porque não sei qual é o meu segredo. Conta-me o teu, ensina-me sobre o segredo de cada um de nós. Não é o segredo difamante. É apenas esse isto: segredo.
E não tem fórmulas.
Viver, afinal de contas, é entre dois nadas:
Antes do nascimento e depois da morte.
(...)
Eu não sabia e ainda não sei viver.
(em Clarice Lispector: Esboço para um possível retrato - Olga Borelli)
Vida é o desejo de continuar vivendo e viva é aquela coisa que vai morrer. A vida serve é para se morrer dela.
A extrema felicidade se parece tanto com a infelicidade. Ambas são dramáticas. Ambas são vida.
Minha salvação está no segredo. E tudo que eu falo é para dizer nada. No meu núcleo secreto eu respiro. E minha respiração é só o que tenho! Calo-me. Porque não sei qual é o meu segredo. Conta-me o teu, ensina-me sobre o segredo de cada um de nós. Não é o segredo difamante. É apenas esse isto: segredo.
E não tem fórmulas.
Viver, afinal de contas, é entre dois nadas:
Antes do nascimento e depois da morte.
(...)
Eu não sabia e ainda não sei viver.
(em Clarice Lispector: Esboço para um possível retrato - Olga Borelli)